quarta-feira, 8 de junho de 2011
Espaço para Eventos - Hípica Indaiatuba
Conheça o Salão Andaluz, o espaço para realizar o seu evento.
Localizado na Hípica de Indaiatuba, fácil acesso e horários flexíveis.
Saiba mais visitando nossas páginas:
http://www.salaoandaluz.com.br/
www.facebook.com/salaoandaluz
Localizado na Hípica de Indaiatuba, fácil acesso e horários flexíveis.
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Prefeitura de Indaiatuba realiza Revirada Cultural da RMC de 10 a 12 de junho
A Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria de Cultura realizará a 2ª edição da Revirada Cultural da RMC (Região Metropolitana de Campinas) entre os dias 10 e 12 de junho, em parceria com a Câmara Temática de Cultura da Região Metropolitana de Campinas e com a Secretaria de Estado da Cultura. O evento é uma mostra de diferentes expressões culturais apresentada por artistas locais, de municípios da RMC e convidados. Os espetáculos acontecerão na Praça Prudente de Morais, Praça Dom Pedro II, Sala Acrísio de Camargo e concha acústica do Parque Ecológico. A entrada do público é gratuita.
Durante a programação, haverá a Fase Municipal do Mapa Cultural Paulista nas expressões Artes Visuais e Dança. Três jurados avaliarão cada expressão artística e selecionarão apenas um artista plástico e um grupo de dança de Indaiatuba para a Fase Regional. O Mapa Cultural Paulista é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, realizada pela Abaçaí Cultura e Arte (Organização Social de Cultura), que objetiva identificar, valorizar e promover o intercâmbio da produção cultural no Estado de São Paulo e, ao mesmo tempo, estimular a participação dos municípios em atividades culturais.
O mapeamento será feito em três fases: Municipal e Regional em 2011 e Estadual em 2012. Para a edição de 2011/ 2012 serão consideradas sete expressões artísticas: Artes Visuais, que compreende Artes Plásticas, Desenho de Humor e Fotografia; Vídeo, Canto Coral, Música Instrumental; Literatura, que compreende as expressões Conto, Poema e Crônica; Dança e Teatro.
Programação:Dia 10 de junho
19h – Noite da Seresta
Local: Praça Prudente de Morais
Dia 11 de junho
11h – Manhã Musical
Local: Praça Dom Pedro II
19h – Abertura da Mostra de Artes Coletiva
Local: Saguão da Sala Acrísio de Camargo
20h – Mostra de Dança
Local: Saguão da Sala Acrísio de Camargo
Dia 12 de junho
17h – Tardes do Rock
Local: Concha acústica do Parque Ecológico
19h – Ópera Prometheu de Gabriel Fauré
Local: Sala Acrísio de Camargo
Parceria entre Polo Shopping Indaiatuba e Campneus realiza ação preventiva em veículos.
O Polo Shopping Indaiatuba, inaugurado há pouco mais de um mês, oferece muitas alternativas para toda a família. E a partir, do dia 8/06 até o próximo sábado dia 11/06, os clientes terão a possibilidade de realizar gratuitamente uma vistoria preventiva em seus carros. Quem visitar o shopping nesses dias terá o atendimento da Campneus para avaliação de suspensão e amortecedores. A Ação em parceria com o shopping tem o objetivo de conscientizar seus clientes sobre a necessidade da prevenção e manutenção evita contra os acidentes de trânsito.
A vistoria preventiva vai acontecer no estacionamento que do Polo Shopping Indaiatuba, ao lado da Casa da Esfiha, das 9h às 17h, de 8 a 11 de junho. Cada vistoria deve durar em média 5 minutos. O valor do estacionamento será cobrado normalmente.
Por quê (ainda) não somos um país de leitores?
*Éber Sander
Para que possamos entender e responder a pergunta que dá título a esse artigo, é preciso antes voltar no tempo.
De 1960 até 1984 o Brasil viveu sob os domínios da Ditadura Militar. Foram tempos difíceis de cerceamento da liberdade e dos direitos individuais. Não interessava aos detentores do poder naquela época que fosse dado ao povo acesso aos livros. Eles tinham a absoluta certeza do poder transformador dos livros na mente e na vida das pessoas. Eles sabiam que um povo leitor é um povo que questiona, argumenta, contra-argumenta. Não são fáceis para domesticação. E o que eles menos queriam era uma população ativa e participante intelectualmente. Foram 24 anos sem nenhuma política de incentivo a leitura, sem nenhuma ação de valorização da literatura nacional. Foi nesse período também, mais especificamente em 1971, que as matérias de sociologia e filosofia foram extintas do currículo escolar. Pensar tornara-se crime!
Em 1984 os militares baixaram suas armas e um civil entrou no poder. Mas vivíamos tempos de inflação galopante. Pela manhã o preço era um, ao cair da noite, era outro. Nunca que um pai de família iria deixar de comprar o pão, o leite, o feijão e o arroz para comprar livros. E ele estava certo! De 1984 até 1994 foram mais 10 anos perdidos. Era tempo de transição política e ainda não tínhamos nenhum incentivo por parte do governo (não mais militar) a literatura. Nessa brincadeira foram 34 anos perdidos.
Tudo começou a melhorar a partir de 1994 com o advento do Plano Real que fortaleceu a moeda nacional e deixou para trás o monstro da hiper-inflação. Ano após ano, governo após governo, medidas ainda que tímidas foram tomadas para promover o acesso a educação e ao mundo dos livros.
O panorama hoje felizmente é muito melhor, diversos projetos voltados ao fomento a literatura foram implantados pelos governos municipais, estaduais e federal e outros tantos por iniciativas de amantes da literatura. Fruto de todo esse trabalho é que os brasileiros estão lendo cada vez mais.
Estou convencido de que ainda há muito (muito mesmo!) a se fazer, mas sinto que estamos no caminho certo para sermos um país de leitores. Para tanto, é preciso que a ideia de que os livros são apenas para os ricos, poderosos e intelectuais, seja banida do imaginário popular. Todos podem (e devem) ter acesso ao mundo fantástico dos livros!
E você, o que tem lido ultimamente?
*Éber Sander é escritor, autor do livro “Perguntas Indiscretas” em agosto lança seu segundo livro “Eu morri faz tempo”
Blog: http://www.ebersander.wordpress.com/
Twitter: @EberSander
E-mail: eber.sander@gmail.com
Para que possamos entender e responder a pergunta que dá título a esse artigo, é preciso antes voltar no tempo.
De 1960 até 1984 o Brasil viveu sob os domínios da Ditadura Militar. Foram tempos difíceis de cerceamento da liberdade e dos direitos individuais. Não interessava aos detentores do poder naquela época que fosse dado ao povo acesso aos livros. Eles tinham a absoluta certeza do poder transformador dos livros na mente e na vida das pessoas. Eles sabiam que um povo leitor é um povo que questiona, argumenta, contra-argumenta. Não são fáceis para domesticação. E o que eles menos queriam era uma população ativa e participante intelectualmente. Foram 24 anos sem nenhuma política de incentivo a leitura, sem nenhuma ação de valorização da literatura nacional. Foi nesse período também, mais especificamente em 1971, que as matérias de sociologia e filosofia foram extintas do currículo escolar. Pensar tornara-se crime!
Em 1984 os militares baixaram suas armas e um civil entrou no poder. Mas vivíamos tempos de inflação galopante. Pela manhã o preço era um, ao cair da noite, era outro. Nunca que um pai de família iria deixar de comprar o pão, o leite, o feijão e o arroz para comprar livros. E ele estava certo! De 1984 até 1994 foram mais 10 anos perdidos. Era tempo de transição política e ainda não tínhamos nenhum incentivo por parte do governo (não mais militar) a literatura. Nessa brincadeira foram 34 anos perdidos.
Tudo começou a melhorar a partir de 1994 com o advento do Plano Real que fortaleceu a moeda nacional e deixou para trás o monstro da hiper-inflação. Ano após ano, governo após governo, medidas ainda que tímidas foram tomadas para promover o acesso a educação e ao mundo dos livros.
O panorama hoje felizmente é muito melhor, diversos projetos voltados ao fomento a literatura foram implantados pelos governos municipais, estaduais e federal e outros tantos por iniciativas de amantes da literatura. Fruto de todo esse trabalho é que os brasileiros estão lendo cada vez mais.
Estou convencido de que ainda há muito (muito mesmo!) a se fazer, mas sinto que estamos no caminho certo para sermos um país de leitores. Para tanto, é preciso que a ideia de que os livros são apenas para os ricos, poderosos e intelectuais, seja banida do imaginário popular. Todos podem (e devem) ter acesso ao mundo fantástico dos livros!
E você, o que tem lido ultimamente?
*Éber Sander é escritor, autor do livro “Perguntas Indiscretas” em agosto lança seu segundo livro “Eu morri faz tempo”
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